A inclusão de pessoas neurodivergentes integra ações nas áreas de educação, saúde e gestão pública, com foco no reconhecimento de diferentes formas de aprendizagem, comportamento e interação social.
A Escola de Gestão do Paraná (EGP) promoveu, no dia 8 de abril, em parceria com o Departamento de Saúde do Servidor (DSS), a capacitação “Entendendo os Transtornos e Síndromes do Desenvolvimento”. A formação foi transmitida ao vivo pelo canal da instituição no YouTube e já foi assistida por quase mil pessoas. A iniciativa integrou a programação voltada à saúde de servidores públicos e da população em geral, com foco na disseminação de conhecimentos sobre inclusão e neurodesenvolvimento.
Durante o encontro, a psicóloga Fabiana Oliveira Canda explicou que o neurodesenvolvimento é um processo singular, influenciado por fatores genéticos, neurobiológicos e ambientais, que impacta áreas como linguagem, cognição e socialização. Ela destacou que condições como o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) fazem parte desse contexto e ressaltou que não devem ser interpretadas como falta de interesse ou disciplina, mas como formas distintas de desenvolvimento, que demandam acolhimento e estratégias adequadas.
Entre os conteúdos apresentados estiveram conceitos sobre neurodesenvolvimento, características do TEA e do TDAH e transtornos de aprendizagem, como dislexia, discalculia e disgrafia. Também foram abordados aspectos do diagnóstico clínico, a importância da identificação precoce e as possibilidades de intervenção com o apoio de equipes multidisciplinares. Outro ponto destacado foi a atuação integrada entre escola, família e profissionais especializados, considerada essencial para o desenvolvimento das pessoas neurodivergentes.
A palestrante apresentou ainda estratégias práticas de acolhimento, como organização de rotinas, uso de instruções claras, reforço positivo e respeito ao tempo de cada indivíduo.
A diretora da EGP, Aline Albano Justus, ressaltou a importância da capacitação para a promoção de práticas mais inclusivas no serviço público. “Quando ampliamos o olhar sobre o desenvolvimento humano, ampliamos também a nossa capacidade de acolher. Cada pessoa tem seu tempo, suas formas de aprender e de se expressar, e isso precisa ser considerado nas práticas institucionais. Investir em formação é um passo importante para transformar conhecimento em atitudes mais respeitosas e inclusivas”, afirmou.
A chefe do Departamento de Saúde do Servidor (DSS), Andressa Sera Todeschini, destacou a relevância da iniciativa. “Falar sobre neurodiversidade é, antes de tudo, reconhecer as singularidades de cada pessoa. Quando os profissionais estão preparados para identificar sinais e compreender essas diferenças, conseguimos promover um cuidado mais adequado, humano e efetivo. Esse tipo de formação fortalece a atuação conjunta entre saúde, educação e gestão pública”, afirmou.
O conteúdo completo do webinário segue disponível na plataforma de ensino da EGP para acesso dos interessados.










